sábado, 30 de abril de 2011

"TEORIA DAS PORTAS"

Conforme definição da Wikepedia "mnemônica é um auxiliar de memória. São tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de carácter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente. Porém, estas sequências têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar"

Friederich Nietzche na sua "Genealogia da Moral", afirma que "só fica na memória o que não para de doer". O filósofo defendia que a memória se fixa sobretudo em questões ligadas a sofrimento e à dor. Vale a transcrição do seguinte trecho da obra:

"Para que uma coisa permaneça, aplica-se com ferro em brasa! Só fica na memória o que não pára de doer.» Eis um dos princípios da mais antiga psicologia (e também da mais duradoura, infelizmente). Dir-se-ia mesmo que, neste mundo, onde quer que encontremos, na vida de um homem ou de um povo, alguma coisa de solene, de grave, de secreto, debaixo de sombrias cores, é porque aí continua a agir algo do terror com que noutros tempos em toda a parte se praticava o acto de prometer, de empenhar a palavra, de jurar. Cada vez que a nossa atitude se torna «grave», é o passado que nos inspira e se agita dentro de nós, o passado mais longínquo, mais profundo e mais doloroso. Sempre que o homem entendeu que era preciso constituir memória, nunca o conseguiu fazer sem sangue, sem martírio, sem sacrifício. Os votos ou sacrifícios mais aterradores (nomeadamente o sacrifício dos primogénitos), as mutilações mais repugnantes (por exemplo, as castrações), os rituais mais cruéis que integram todos os cultos religiosos (e as religiões são todas elas, no seu fundamento mais radical, sistemas de crueldade), tudo isso tem origem nesse instinto que encontrou na dor o mais poderoso instrumento da mnemónica.
Quanto pior a «memória» dos homens, mais horrível o aspecto dos seus costumes: em particular a dureza de um código penal permite avaliar o grau de esforço aplicado para chegar ao triunfo sobre o esquecimento e para manter presentes — aos olhos dos escravos do momento, do afecto e do desejo imediato — algumas exigências primitivas do viver social.
Os Alemães, usando de terríveis meios, constituíram uma memória para poderem dominar os seus instintos plebeus básicos, brutais e grosseiros: pense-se nos antigos suplícios alemães, por exemplo, a lapidação (já a lenda falava de uma mó que esmagava a cabeça do culpado), a roda (a mais original invenção, autêntica especialidade do génio alemão no reino das punições), a empalação, o esquartejamento e o esmagamento por cavalos, a imersão do condenado em azeite ou vinho a ferver (ainda utilizada nos séculos xiv e xv), os apreciados esfolamentos, a excisão das carnes do peito, a exposição do malfeitor ao sol escaldante e às moscas depois de coberto de mel. Com o auxílio de tais procedimentos e imagens fazia-se com que se conservassem na memória cinco ou seis ideias do tipo «não quero isto», relativamente às quais ficava feita uma promessa que permitia ao indivíduo viver dentro das vantagens da sociedade... A realidade é esta: foi com o auxílio desta espécie de memória que acabou por se chegar à «razão»!... Ah! A razão, a gravidade, o domínio sobre os afectos, esta coisa sombria a que se chama «reflexão», toda esta panóplia de privilégios pomposos que o homem detém... que preço exigiram! Quanto sangue, quanto horror está na base de todas as «coisas boas»" (v.
http://silencio.weblog.com.pt/arquivo/027445.html).

A mnemônica nietzscheniana difere da mnemônica aplicada didaticamente em escolas e cursos que tentam associar teorias, quadros sinóticos e fórmulas a palavras e frases(na maioria das vezes jocosas e engraçadas).

No hodierno mundo dos "concursos" é cada vez mais usual a utilização de técnicas mnemônicas que facilitam bastante a vida dos candidatos diante do emaranhado de teorias e assuntos inesgotáveis, sobretudo na área jurídica.

Navegando à procura da diferença conceitual entre ato administrativo composto e complexo, encontrei ótimo texto que traz, ao meu ver, excelente técnica mnemônica para fixar a matéria: "A TEORIA DAS PORTAS".

Excelente para os que vão prestar concurso na área jurídica. O texto foi retirado do site jusvigilantibus (www.jusvigilantibus.com.br) no link http://jusvi.com/artigos/16912 e recomendo a leitura.

Abraços

OACIR


sábado, 26 de março de 2011


Não percam o grande evento em comemoração aos 134 anos de emancipação política de Itaberaba, além da 1ª Semana de Cultura.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

TWITTER

Em tempos de "MICRO BLOGS", não posso deixar de informar que aderi ao TWITTER.
www.twitter.com/oacir_m
Contudo, concordo com um amigo meu que disse que "quem tem seguidor é Moisés". O Twiiter é insofismavelmente uma nova ferramenta virtual muito interessante e que pode ser muito útil, caso seja bem utilizada.
Treina-se bastante a objetividade pois o número de caracteres para postagem é bastante limitado. Apenas não consigo entender o porquê dessa nova ferramenta ter virado uma febre entre famosos e entre celebridades midiáticas.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

REVISTA JURÍDICA FORMANDOS DIREITO UCSAL 2007.2


Após exato um ano do lançamento, resolve a Coordenação Editorial disponibilizar a Revista Jurídica dos Formandos em Direito da Universidade Católica do Salvador 2007.2 para livre acesso e download no Scribd. A Revista foi lançada em 28 de maio de 2008, após a realização de Concurso de Artigos da Revista, para o incentivo da produção acadêmica e a difusão do conhecimento científico, tendo como colaboradores, dentre outros, Alexandre Freitas Câmara, André Ramos Tavares, Ingo Wolfgang Sarlet, Luís Roberto Barroso, Maria Berenice Dias, Fredie Didier Jr., Antonio Adonias Aguiar Bastos, Paulo Queiroz, Teresa Arruda Alvim Wambier, Nágila Sales Brito, André Marinho Mendonça e Rodrigo Tourinho Dantas.

Disponível em: http://www.scribd.com/doc/15933324/REVISTA-JURIDICA-DOS-FORMANDOS-EM-DIREITO-DA-UCSAL-20072-Coordenacao-Editorial-Daniel-Soeiro-Freitas-Oacir-Silva-Mascarenhas-Ticiano-Alves-e-Silv

quinta-feira, 26 de março de 2009

"O BICHO - O OBSERVADOR"

Dados recentes da ONU revelam: "A cada dia, 24 mil pessoas morrem de fome e 100 mil (morrem) por causas relacionadas à desnutrição, o que resulta em um total de 35 milhões de mortes ao ano" (http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1982614-EI294,00.html).
Deparei-me recentemente com um antigo poema de um grande amigo meu, colega de Advocacia, escrito há aproximadamente 10 anos para um trabalho escolar no período ginasial. Para que tudo fique bem entendido vou primeiro postar um famoso poema de Manuel Bandeira:


O BICHO

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

Rio, 27 de dezembro de 1947.
Manuel Bandeira. Estrela da Vida Inteira.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993
(20ª ed.), pp. 201-202 e 222 (http://www.espacoacademico.com.br/038/38cult_poesia.htm)

O colega não me explicou qual era o objetivo do trabalho e imagino que nem ele lembra! O jovem propôs um novo fim para o poema acima descrito com a seguinte estrofe:
"Parado não fiquei
O governo , a sociedade não culpei
fui lá em casa e a comida peguei
e ao homem-bicho desgraçado entreguei"
O jovem ficou incoformado com o final descrito por Manuel Bandeira e buscou solucionar a fome do homem-bicho buscando um alimento para o mesmo. Porém o mais interessante deste antigo trabalho escolar vem agora! O jovem poeta reescreve o poema sob o ângulo do homem bicho do eu lírico de Manuel Bandeira. Vejamos:


"O BICHO (O OBSERVADOR)

(Ticiano Alves e Silva) (Há aproximadamente 10 anos)


Ontem, a noite, eu estava
No vazio da praça
Catando comida na lixeira
Quando eu achava alguma coisa
Não examinava com cuidado
Para a sobrevivência, guardava num saco
Havia um bicho
Na escuridão, parado a me olhar
Não era um cão
Não era um gato
Não era um rato
Também não era um homem
Apesar de falar
e sobre duas patas andar
Pois se fosse, daria-me um pão com água"
No final do trabalho o jovem ainda faz o seguinte comentário : "Para o bicho-homem do poema de Bandeira, o cidadão que o vê com estranheza e comoção e nenhuma providência toma para ajudar também é um bicho: um bicho - supostamente humano".

Veja o inconformismo do jovem diante da inatividade do observador do bicho-homem! Ele então inverte as posições e transforma o observador, que nada faz para matar a fome do "homem", em um "bicho" que fica inerte enquanto o "humano" cata comida entre os detritos.
O poema de Bandeira, escrito há mais de 50 anos, permanece atualíssimo e escancara o escândalo que é o problema da fome. Por seu turno, o poema de Ticiano e a sua proposta de "final feliz" para o "bicho-homem" revelam a inoperância e o descaso dos que vêem o problema da fome de frente e nada fazem para solucionar ou ao menos amenizar a situação.
Muitos se chocam com o holocausto hitleriano, muitos se chocam com as Guerras Civis, muitos se chocam com o Terrorismo, muitos se chocam com o "Caso Isabela", com o "Caso do Menino João Hélio" e infelizmente muito poucos se chocam com a fome que assola os menos desfavorecidos.
Termino com um trecho do livro de Melhem Adas ("Fome - Crise ou Escândalo" ,Ed. Moderna. 1988.), concitando todos a refletirem um pouco mais sobre o problema da fome e insistindo para que não continuemos a exercer o papel passivo de "Bicho Observador".


"É PRECISO QUE NOSSO SANGUE SE INFLAME

E QUE NOS INCENDIEMOS

PARA QUE OS ESPECTADORES SE COMOVAM

E O MUNDO ABRA ENFIM OS OLHOS

NÃO SOBRE OS DESPOJOS

MAS SOBRE A CHAGA DOS SOBREVIVENTES"

(Kateb Yacine"

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

FRASE DO DIA

"SÓ A LUTA DÁ SENTIDO À VIDA" - AUTOR DESCONHECIDO

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"SEMINÁRIO ÍTALO-BRASILEIRO DE DIREITO CONSTITUCIONAL"


Acontecerá nos dias 02 de 03 de Setembro de 2008, em Salvador/BA, o "SEMINÁRIO ÍTALO-BRASILEIRO DE DIREITO CONSTITUCIONAL".
Entre os conferencistas italianos estarão presentes Antônio Ruggeri, Roberto Romboli, Paolo Caretti, Pasquale Constanzo, Michele Carducci e Franco Bonsignori.


Informações no site http://www.fundacaodireito.net